Developer writing automated tests for Delphi software on a laptop screen with code and test results visible
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Escrever software é, na prática, um pouco como cozinhar para um grupo exigente. Cada detalhe importa, mas no fim, o sabor real só aparece quando tudo é posto à prova. Em Delphi, testar o que você produz pode ser, às vezes, deixado para depois ou compensado “no feeling”, mas quando se começa a aplicar testes automatizados, percebe-se que o prato final tem muito menos chances de azedar. Para quem atua profissionalmente, como faço há anos no projeto Diego Ernani, o impacto desses testes se mostra no dia a dia: menos retrabalho, menos sustos quando um código antigo desmorona.

Por que pensar em testes automatizados?

Parece fácil dizer: testando automaticamente, você identifica erros antes do cliente. Mas a verdade é que testagem nem sempre resolve tudo. Aliás, todo mundo conhece alguém que só descobriu um bug no ambiente de produção, não? O ponto é que testar de forma estruturada, regular e automatizada deixa o caminho do desenvolvimento menos turbulento.

Coloque o teste antes da pressa, e o caos diminui.

Nesse universo, o Desenvolvimento Orientado a Testes (TDD) em Delphi traz uma abordagem interessante: criar o teste antes do código. No começo, parece estranho. Mas ao fazer isso, você praticamente obriga a si mesmo a pensar nas falhas antes mesmo dos acertos. E como relata a experiência de Diego Ernani, sistemas feitos assim tendem a resistir mais ao tempo.

Testes unitários: o primeiro degrau

Se você ainda está com a impressão de que testar exige grandes estruturas, talvez se surpreenda em saber que um teste unitário pode começar bem pequeno. Pegue, por exemplo, um método simples de soma: só esse já vale um teste automatizado, que te livra daquela insegurança boba quando refatorar. Me recordo do susto, anos atrás, ao descobrir que uma simples troca de operador tinha passado despercebida numa rotina antiga. Com um teste ali, o trabalho teria sido menor e menos estressante.

O que testar?

  • Lógica de negócios (cálculos, validações, regras...)
  • Funções utilitárias (conversão de formatos, manipulação de strings,...)
  • Métodos que mudam pouco, mas quando mudam podem quebrar tudo

Não caia na tentação de querer testar “tudo” de cara. Um passo de cada vez.

Developer working at a computer writing Delphi unit tests

Usando frameworks: DUnit e DUnitX

Em Delphi, dois nomes aparecem muito quando o assunto é automatização de testes: DUnit e DUnitX. Eles são bibliotecas bem conhecidas, que ajudam a criar e executar testes sem complicação. A principal diferença entre eles está no modo de escrita dos testes e na integração com versões mais novas do Delphi, mas ambos são boas portas de entrada.

No projeto Diego Ernani, por exemplo, já vi casos onde DUnit foi suficiente em sistemas legados, enquanto aplicações mais novas se beneficiaram muito da arquitetura do DUnitX. Tudo depende mais do contexto e das pessoas envolvidas do que de “qual é melhor”.

Como dar os primeiros passos?

Quer algo prático? Que tal ver um passo a passo que uso sempre? É mais simples do que parece.

  1. Escolha o que testar: Pegue um método ou classe importante. Nada de querer abraçar o sistema todo. Um começo sensato faz diferença.
  2. Instale um framework: Se seu Delphi é recente, o DUnitX é recomendável. Seguir um tutorial rápido ajuda bastante, principalmente para criar os primeiros projetos de teste.
  3. Escreva um teste simples: Por exemplo, teste se a função Soma(2, 2) retorna 4. No DUnit, você cria um método de teste e faz um Assert.AreEqual(4, Resultado).
  4. Execute os testes: Veja o resultado. Se falhar, ajuste o código ou o teste, até um “verde” aparecer.
  5. Repita: A cada novo método, novo teste. Assim, a proteção contra sustos só aumenta.

Para quem quer ir além dos testes unitários, existem também os testes de integração, mas não tente tudo ao mesmo tempo! O artigo com exemplos práticos de DUnit mostra como um passo pequeno pode abrir portas para automatizar outros tipos de validação no futuro.

Estratégias para não desistir no meio do caminho

Sim, começando a testar, você vai errar. Vai esquecer de um setup. Vai se enrolar com dependências. Vai pensar em desistir. Normal. Faz parte do processo — quase todo desenvolvedor já passou por isso.

  • Não busque perfeição logo no início. Melhor um teste “meia-boca” do que nenhum.
  • Descomplique. Teste primeiro os métodos mais usados, e deixe os cantos obscuros do código para depois.
  • Inclua os testes no seu fluxo normal. Anime-se: ver vários “sucessos” aparecendo dá uma sensação boa.

E lembre-se: cada teste novo é como uma garantia contra aquele bug bizarro que só aparece depois da entrega.

Tdd em delphi: para quem gosta de desafios

Como TDD vem se tornando cada vez mais citado em comunidades Delphi, muitos desenvolvedores encontram nele uma motivação extra para pensar testes como parte do design. A regra é escrever o teste antes da implementação e só depois melhorar o código. Essa proposta parece ultrapassar a barreira da “obrigação”, se tornando quase um jogo. Para quem gosta de se desafiar e quer chegar a um nível de código ainda mais confiável, TDD pode ser o próximo degrau.

Abstract representation of test-driven development with Delphi

Não esqueça das limitações

Mesmo aplicando os melhores conceitos, testes automatizados não “salvam” projetos ruins. Não substituem um bom projeto de software, nem resolvem decisões apressadas. Eles reduzem riscos — e só isso já é grandes coisas.

No Diego Ernani, por exemplo, sempre digo: um teste nunca descobre todos os erros, mas dá ao menos uma boa noite de sono antes de cada entrega.

Conclusão

Adotar testes automatizados em Delphi pode assustar, mas o ganho de confiança e tranquilidade compensa qualquer obstáculo inicial. Aos poucos, tecnologia, frameworks e processos vão ficando claros, e as vantagens começam a aparecer de verdade, dentro e fora do código.

Errou? Testou. Corrigiu. O caminho do software se faz assim, passo a passo.

Quer uma rotina mais leve na entrega de soluções Delphi? Conheça mais sobre o projeto Diego Ernani e descubra como a tecnologia certa, junto ao cuidado com testes, faz toda a diferença no seu desenvolvimento.

Perguntas frequentes

O que é teste automatizado em Delphi?

São programas ou scripts criados para validar automaticamente o funcionamento de outros códigos, garantindo que métodos ou classes em Delphi estejam respondendo como o esperado. Poupa tempo e ajuda a encontrar falhas cedo, evitando o trabalho manual sempre que um ajuste for feito.

Como começar a testar em Delphi?

O primeiro passo é escolher algo simples, como uma função de cálculo. Depois, instale um framework como DUnit ou DUnitX e crie um primeiro projeto de teste. Escreva códigos de validação para suas funções e execute. Com o hábito, vai ficando natural incluir testes em todo novo código.

Quais ferramentas são melhores para testes em Delphi?

As ferramentas mais tradicionais e bem documentadas são o DUnit e o DUnitX, especialmente recomendados na maioria dos guias atuais. Ambos permitem criar, organizar e executar testes automatizados em Delphi, sendo o DUnitX mais indicado para projetos novos e versões recentes da linguagem.

Vale a pena automatizar testes em Delphi?

Sim. Automatizar os testes reduz retrabalho, sustos com bugs aparecendo tardiamente e ainda dá segurança para evoluir e refatorar o código ao longo do tempo. Você percebe a diferença principalmente ao precisar alterar rotinas antigas ou entregar projetos maiores.

Onde encontrar exemplos de testes em Delphi?

Existem exemplos práticos de testes em artigos como o de exemplos práticos de DUnit, além de tutoriais em blogs especializados. Eles mostram desde casos simples a situações mais próximas da realidade, ideais para quem quer aprender na prática.

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Diego

Sobre o Autor

Diego

Diego Ernani atua há mais de 10 anos como desenvolvedor de software especializado em Delphi. Com vasta experiência na criação de aplicativos mobile, softwares personalizados e microserviços, ele oferece soluções tecnológicas que facilitam o dia a dia de empresas e profissionais. Seu foco é atender necessidades específicas, seja automatizando processos, otimizando rotinas ou viabilizando novos produtos digitais, sempre comprometido em entregar qualidade e inovação.

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